quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Jornada da Alma Feminina - NOVA TURMA! - Início 02 a 04/Setembro/2011



Jornada da Alma Feminina 
Setembro a Dezembro de 2011 – Encontros de imersão


            Facilitadora: Marisa Sanabria* - Belo Horizonte-MG
Formação teórico-vivencial, em módulos de imersão, que totalizam 4 encontros. Cada módulo inicia-se às 18h da sexta-feira e termina às 13h do domingo. As mulheres são convidadas a fazer juntas as refeições, e levar roupas que permitam movimentos (malhas, moletons, tecidos leves), roupas de banho (maiôs, biquínis e toalhas), lenços e maquiagem. Lembramos que no Instituto Diálogos do Ser temos uma piscina que poderá ser usada.
O valor de cada módulo é R$ 250,00, e não está incluída a hospedagem. Para aquelas que desejarem hospedar-se na UNIPAZ VALE, pede-se uma contribuição de R$30,00. Para tanto é necessário levar colchonetes e roupas de cama, e serão acomodadas nas salas, em sistema “comunitário”. Para as que preferirem, podem hospedar-se no “Hotel Olympia”, que fica a apenas 200m do Instituto, com o qual temos convênio (oferecem desconto). Ou ainda no “Dom”, um apart hotel que fica no centro da cidade, a poucos minutos da UNIPAZ VALE. (As reservas podem ser feitas diretamente, ou para quem desejar fazer através da secretaria da UNIPAZ, basta solicitar para Mariane por telefone).
Alimentação: As mulheres farão juntas um café de acolhida na chegada, na sexta-feira, e o café da manhã, no sábado e no domingo, em forma de partilha. Estas refeições estão incluídas no curso.
Para aquelas que desejarem o almoço pode ser solicitado e entregue na própria UNIPAZ, pelo restaurante “Natural Vegan”.
No jantar teremos um tempo livre de descanso. Sugerimos o restaurante Castelinho para quem desejar que tem comida caseira e muito variada, com o qual temos convênio (oferecem desconto), e fica perto do Instituto.
Datas dos encontros:
1º Encontro: 02 a 04 de setembro     
2º Encontro: 07 a 09 de outubro
3º Encontro: 18 a 20 de novembro
4º Encontro: 09 a 11 de dezembro
Inscrições antecipadas: 12 – 3153.1362  com Mariane

Conteúdo Programático:

1° Encontro - Setembro
O feminino, uma nova definição
Ser mulher: uma viagem heróica.
 Trabalhos de oficina:
As mulheres da família, a história com minha mãe, os medos e os sonhos.
Expressão criativa, mandala do destino (trazer retalhos de tecido e pistola de cola). A Roda da vida, as estações do ano na história e no corpo da mulher.
Mandala das estações. Equinócio da primavera, Eostara.
Contos em volta da fogueira. Uma reflexão.
2°Encontro - Outubro
O feminino, uma transformação
O lado escuro da mulher.
Trabalhos de oficina:
Lilith, a lua negra, o mito da raiva e da rebeldia, viver a sombra,
Colocar limite as situações de abuso.
A descida ao mundo escuro por vontade própria, quem era Inana?
Expressão criativa, tecendo fios e encontrando respostas (trazer uma camiseta de cor lisa para customizar)
Outubro: comemoramos Halloween no hemisfério norte e Beltane no hemisfério sul, o caminho para o verão.
O altar da Lilith em volta da fogueira.
 Traga xale, saia, maquiagem, brinco.
3° Encontro – Novembro
O feminino, questão de diferença
Mulher em tempo de pausa.
Trabalhos de oficina:
Menarca, maternidade e menopausa, ciclos e momentos na vida da mulher.
Transformar, acompanhar e ser protagonista. Desapegar para poder se empoderar.
Qual é nossa lua atual?
Expressão criativa, com fitas e flores de pano construiremos um colar, uma pulseira que simbolize o momento atual (trazer tesoura, agulha, linha branca ou preta, pistola de cola)
Em duplas faremos uma massagem na parceira da oficina para viver o tempo de pausa e relaxar.
Novembro: que evocações este mês nos traz na roda da vida?
4° Encontro – Dezembro
Pensar em feminino, o desafio de uma nova ética
O herói masculino, o impulso criador.
Trabalhos de oficina:
Os homens da minha vida, pai, irmãos, colegas, parceiros,
Que aprendemos com eles?
Porque a heroína feminina é diferente?
Como lidam com o dinheiro homens e mulheres? Um desafio.
Expressão criativa: faremos um coração de feltro para á árvore de Natal.
Dezembro: Lilith, Solstício de verão, como é nossa mulher de verão.
Síntese da participação de cada integrante da jornada. 

* Dados biográficos da facilitadora, Marisa Sanabria:



Mestre em filosofia pela UFMG e Graduação em Psicologia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Montevidéu.
Especialista em Análise Institucional, Grupo Operativo.Pesquisadora e Especialista do tema do feminino.
Estudou Psicanálise durante dez anos e completou a formação de sete anos em Psicologia Transpessoal.
É professora de Filosofia na Fundação Presidente Antonio Carlos UNIPAC.
É Coordenadora Pedagógica do curso de pós-graduação em Psicologia Transpessoal pela Faculdade Metropolitana e o Instituto Renascer da Consciência.
Livros escritos em co-autoria: “Grupos Interseções”,”Um tiro de amor para todos vocês- experiência na FEBEM”, O Corpo e o Grupo na Escola”.
É autora dos livros: “A Procura do Feminino”,”Conto para Mulheres Adultas”, “Radio Favela Escuta a Mulher”, “A Travessia, Reflexões sobre a Menopausa”(DVD).
É Membro da Academia Feminina Mineira de Letras AFEMIL.
È Terapeuta do CIT, Colégio Internacional dos Terapeutas.
Diretora da Clinica do Feminino

sábado, 30 de abril de 2011

A Princesa pode amar...

Ontem o mundo inteiro estava com olhos voltados para Londres, para o casamento de Kate e William.  O conto de fadas, de fazer suspirar as moças mais sonhadoras e questionar a nós, que não reconhecemos plenamente o significado de uma monarquia, contudo, foi atualizado.
            Filho de Diana, aquela que se eternizou como princesa com a própria morte, seguindo um triste e trágico destino da mulher infeliz, William apresenta ao mundo sua Kate, completamente diferente e capaz de fazer dialogar o velho mundo da monarquia cristalizada por seus protocolos e sua vida formal, com um frescor de vida verdadeira. Diana, que renunciou a si mesma para cumprir um pesado papel social, que viveu ao limite sua solidão e infelicidade, suportou o insuportável: sentir-se desprezada pela monarquia e pelo marido, traída, solitária...adoeceu, viveu a bulimia, separou-se, narrou seu drama diante de câmeras de TV para o mundo todo (para a perplexidade e horror da família real), e depois selou seu destino no que parecia ser uma tentativa de construir uma nova vida, em circunstâncias nunca realmente esclarecidas, e de forma trágica. Ela protagonizava a princesa infeliz, que nunca conseguiu se encaixar na vida “de verdade”, enclausurada no mito, no conto de fadas desfeito, tornada isca do apetite insaciável da imprensa com a qual parecia viver uma relação de amor e ódio, imprensa que alimentava e perpetuava o mito no espetáculo do seu funeral. Olhando para a vida de Diana poderíamos acreditar que não amar, não ser feliz seria realmente o preço a se pagar por um papel como este.
            Mas a vida continua, e seu filho William faz uma escolha diferente. Namora, na faculdade, uma plebéia, aparentemente apaixona-se por ela, e experimenta este amor...por 8 anos experimentam a vida e a relação de casal, chegam a morar juntos, experimentando a vida verdadeira. E só depois vem o casamento.
Os ritos – numa sociedade como a nossa na qual já não se  ritualiza quase nada – além de belos, impecáveis, impactam, hipnotizam o mundo. Todos querem ver! Todos querem admirar uma nova princesa... O mundo precisa das princesas!
E lá está ela, uma princesa diferente...uma mulher não tão nova, que não parecia assustada com a escolha que fazia, formada em História da Arte, que retira do juramento do ritual de casamento a palavra “obediência”, que é linda – perfeita para trazer o frescor e a renovação à realeza, perfeita para ser o centro dos holofotes do mundo inteiro, cumprindo à risca todos os protocolos, porém, parece que aceita o papel com alegria e surpreendentemente parece amar e se sentir amada... Afinal, as experiências humanas do amor e da vida verdadeira estão disponíveis a todas as mulheres que se tornam protagonistas em suas histórias, ele pode pulsar em qualquer canto, até mesmo ali – num palácio sóbrio e opulente, onde os valores não se pautam pela expressão do afeto, nem pela busca da felicidade dos indivíduos. Até no meio da realeza, vivendo um espetáculo de tradição e poder, a vida pode abrir uma brecha, e a princesa pode amar...
Cuidar deste amor, viver a desafiadora vida conjugal, construir e re-construir a relação ao longo da vida comum, claro, será o verdadeiro desafio, que só se coloca depois que apagam os holofotes e a vida segue seu curso, e este desafio se apresenta a plebéias e princesas...



                           

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Evento sobre mulheres, por Lya Luft

Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo .

Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.

E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível...

A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.


Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.

A fonte da juventude chama-se "mudança".


De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.


A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
 Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
 Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
 Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
 Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional..
 Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
 Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
 Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
 Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
 Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...

Lya Luft

domingo, 30 de janeiro de 2011

A jornada da alma feminina

A jornada da alma feminina
Formação para cuidadoras de círculos de mulheres

Datas:
1º Encontro: 04 a 06 de fevereiro       
2º Encontro: 01 a 03 de Abril
3º Encontro: 03 a 05 de junho
4º Encontro: 05 a 07 de Agosto

Conteúdo Programático:

1º Encontro – IDENTIDADE FEMININA
(trabalhando nossas águas)
Minha linhagem feminina – o inconsciente familiar através do geneagrama.
O reconhecimento do feminino – a construção de uma identidade.
Arquétipos femininos
A bênção do feminino
A sombra e a luz do feminino
Ritual da fogueira, danças e cantos.
A colcha de retalhos  -  vivência            

***Para este encontro: cada mulher deverá trazer objetos de família (que receberam das mulheres), lembranças, etc. Trazer o geneagrama (árvore genealógica).

2º Encontro – Feminino e Masculino – a dança evolutiva das polaridades
(trabalhando nossa terra)

Amar e ser amada – o aprendizado que não se acaba
Homens e mulheres: da competição à construção de relações evolutivas
A parceria
Os centros de energia e a saúde da mulher
Anima e Animus
O Masculino como Poder Criador
Corpo e sexualidade
Menstruação e seus conflitos
Vivências corporais
Plantando nossos vínculos, florindo nossas almas – vivência.

3º Encontro – Papéis femininos
(trabalhando nosso ar)

Os diferentes papéis da mulher
O Poder dos Círculos
Que mulheres vêm até nós?
Curando a alma feminina
O que significa ser uma cuidadora de Círculos?
A Liderança Circular
Uma fraternidade feminina – o poder da cooperação e da aliança
Partilha de experiências de círculos
Vivência de integração dos círculos sagrados
Regando a vida, alimentando a alma – vivência


4º Encontro –O Feminino Sagrado
(trabalhando nosso fogo)
O feminino sagrado nas diferentes tradições
O feminino e os mitos
Sonhos de mulheres
Xamãs, curandeiras e curadoras...quem elas são?
Feridas e Curas na alma feminina
O que mudou?
Os elementos da natureza e o Sagrado
Ritual da Fogueira
A celebração do Círculo        
Flores e frutas na bênção de encerramento
Informações
Formação teórico-vivencial, em módulos de imersão, que totalizam 4 encontros. Cada módulo inicia-se às 18h da sexta-feira e termina às 13h do domingo.
As mulheres são convidadas a fazer juntas as refeições, e levar roupas que permitam movimentos (malhas, moletons, tecidos leves), roupas de banho (maiôs, biquínis e toalhas), lenços e maquiagem.
Lembramos que no Instituto Diálogos do Ser temos uma piscina que poderá ser usada.
O valor de cada módulo é R$ 250,00, e não está incluída a hospedagem. Para aquelas que desejarem hospedar-se no Instituto Diálogos do Ser, não há custo adicional. Pedimos que levem colchonetes e roupas de cama, e serão acomodadas nas salas, em sistema “comunitário”. Para as que preferirem, podem hospedar-se no “Hotel Olympia”, que fica a apenas 200m do Instituto, com o qual temos convênio. (As reservas podem ser feitas através do Instituto, solicitando para Fabíola por telefone).
Alimentação: Faremos juntas o café da manhã, em forma de partilha, e o almoço. Estas refeições estão incluídas no curso.
No jantar teremos um tempo livre de descanso. Sugerimos o restaurante Castelinho para quem desejar, que tem comida caseira e muito variada, com o qual temos convênio, e fica perto do Instituto.

 

domingo, 2 de janeiro de 2011

Quando nós mulheres nos encontramos, nós criamos um útero, um ninho acolhedor, capaz de curar a nós mesmas, onde podemos nos ouvir, falar, chorar, rir, compartilhar nossas histórias...onde podemos deixar de lado a velha competitividade que muitas vezes aparece nas relações entre as mulheres, e inaugurar uma relação franca e fraterna...Isto nos aquece a alma, e forra nossos corações! Esta partilha nos faz caminhar pela vida acompanhadas umas das outras!

Comecei a facilitar os Círculos de Mulheres há cerca de 1 década, eu estava montando no consultório (no ofício de terapeuta) um grupo de psicoterapia...como só apareceram mulheres, elas mesmas começaram a chamar aquele grupo de "grupo de mulheres", e assim vieram outros, e outros... as trocas entre nós eram tão ricas, tão fortes, divertidas, belas, emocionantes...que pouco a pouco resolvi fazer encontros de mulheres, abertos, que passaram a se chamar "Círculos de Mulheres", que depois foram acontecendo em várias cidades, e de lá pra cá sou muito grata por tudo o que tenho aprendido com elas, e pelas maravilhosas transformações que tenho presenciado!

Minha profunda gratidão e minha homenagem à minha mãe (que me deu à luz em um parto normal), à minha irmã (linda terapeuta!), às minhas amigas-irmãs, tantas amigas, múltiplas, encontradas pela vida...
...às mulheres que confiam em mim e me permitem ser parteira de suas transformações...no consultório, nos círculos, nos cursos e workshops Brasil a fora, na Unipaz, em todos os lugares...

Minha homenagem às mulheres anônimas, às parteiras, cozinheiras, professoras, terapeutas, costureiras, jardineiras, médicas, engenheiras, escritoras, bailarinas, cantoras, donas de casa, mães...

E há hoje uma feliz esperança no cenário político brasileiro: nossa primeira mulher presidente do Brasil! Que ela leve para a esfera política sua singularidade, sua diferença...